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Por que cidades crescem, empresas e pessoas sempre morrem, e a vida fica mais rápida? /ou: It's complex (adaptive), baby...

Posted: 7 de jun. de 2011 | . David Lojudice Sobrinho | tags: , , , 2 comentários

"Melhor 51.22 minutos que eu gastei nos últimos bons tempos. OBRIGADO!" - Richard Saul Wurman (fundador das conferencias TED)

Normalmente não utilizo este blog para a simples divulgação de conteúdo, já que tenho outros meios de fazer isso (twitter, google reader, trunk.ly). Tento ao menos digerir algo para colocar aqui. Mas dessa vez, acho que vale quebrar a regra e simplesmente divulgar esse excelente vídeo, já que é sobre um assunto recorrente neste blog.

Geoffrey West, físico teórico, ex-presidente do Instituto Santa Fé (famoso instituto dedicado ao estudo de sistemas adaptativos complexos), mostra no vídeo abaixo os resultados dos seus mais recentes estudos no campo de sistemas complexos e problemas de escala (vindos da física). Mais informações no vídeo e no site:

Why Cities Keep Growing, Corporations and People Always Die, and Life Gets Faster
http://edge.org/conversation/geoffrey-west

Alguns pontos do vídeo (tirados do site):

... The great thing about cities, the thing that is amazing about cities is as they grow, so to speak, their dimensionality increases. That is, the space of opportunity, the space of functions, the space of jobs just continually increases. And the data shows that. If you look at job categories, it continually increases. I'll use the word "dimensionality." It opens up. And in fact, one of the great things about cities is that it supports crazy people. You walk down Fifth Avenue, you see crazy people. There are always crazy people. Well, that's good. Cities are tolerant of extraordinary diversity.

This is in complete contrast to companies. The Google boys in the back garage so to speak with ideas of the search engine, were no doubt promoting all kinds of crazy ideas and maybe having even crazy people around them.

Well, Google is a bit of an exception, because it still tolerates some of that. But most companies start out probably with some of that buzz. But the data indicates that at about 50 employees to a hundred that buzz starts to stop. A company that was more multi dimensional, more evolved, becomes uni dimensional. It closes down.

Indeed, if you go to General Motors or you go to American Airlines or you go to Goldman Sachs, you don't see crazy people. Crazy people are fired. Well, to speak of crazy people, is taking the extreme. But maverick people are often fired.

It's not surprising to learn that when manufacturing companies are on a down turn, they decrease research and development, and in fact in some cases, do actually get rid of it, thinking this is "oh, we can get that back in two years we'll be back on track."

Well, this kind of thinking kills them. This is part of the killing, and this is part of the change from superlinear to sublinear, namely companies allow themselves to be dominated by bureaucracy and administration over creativity and innovation, and unfortunately, it's necessary. You cannot run a company without administrative. Someone has got to take care of the taxes and the bills and the cleaning the floors and the maintenance of the building and all the rest of that stuff. You need it. And the question is, "can you do it without it dominating the company?" The data suggests that you can't.

The question is, as a scientist, can we take these ideas and do what we did in biology, at least based on networks and other ideas, and put this into a quantitative, mathematizable, predictive theory, so that we can understand the birth and death of companies, how that stimulates the economy? How it's related to cities? How does it affect global sustainability and have a predictive framework for an idealized system, so that we can understand how to deal with it and avoid it? If you're running a bigger company, you can recognize what the metrics are that are driving you to mortality, and possibly put it off, and hopefully even avoid it.

Otherwise we have a theory that tells you when Google and Microsoft will eventually die, and die might mean a merger with someone else.

Animais, cidades, empresas... a mesma coisa! Metáforas nunca estiveram tão próximas da realidade...

Idéias Inovadoras e o Network Effect /ou: i dance with myself

Posted: 29 de out. de 2010 | . David Lojudice Sobrinho | tags: , , 1 comentários

Idéias Inovadoras e o Network effect:

1 - Por ser diferente, ninguém entende sua visão e você se sente sozinho. Mas você acredita na idéia e continua a falar sobre ela. É o que você acredita.

2 - A primeira atitude ativa das pessoas é menosprezar sua idéia. Por conservadorismo, por medo ou whatever. Mas você leva na boa e continua com a mesma convicção.

3 - Aparecem os early adopter, normalmente mais interessado no simples fato de serem "early" do que serem "adopter". Mas eles entendem sua idéia e a divulgam com o mesmo vigor que você. Eles costumam ter um grupo restrito de amigos, mas que são um hub para um grupo muito maior.

4 - Ai, com esses hubs, o crescimento de pessoas que conhecem/gostam/compram sua idéia é exponencial. Só deixar o network effect acontecer. Sua idéia agora é uma inovação! Parabéns!

Ainda não entendeu? Tem um video que mostra isso na prática!



i believe you guys!

RefList Cache /ou: Piece of cake!

Posted: 17 de set. de 2009 | . David Lojudice Sobrinho | tags: , , , 0 comentários

Quem já usou cache para uma aplicação web sabe: o que no começo parece simple, é mais complicada do que parece.

Um dos maiores problemas de cache é a invalidação. Quando invalidar? Onde invalidar?

Vou contar a história do projeto que participei a um ano atrás, o Gostei.com, onde o uso de memcached é extenso. Tínhamos o seguinte problema: um mesmo post pode aparecer em várias listas, sendo que estas listas poderiam ter ordenações e filtros diferentes. Mas se o post sofresse alguma alteração, como um novo voto, o número de votos tinha que ser igual em todas as listas.








A primeira abordagem foi um pouco ingênua: serializar e guardar no cache a lista inteira (List<Post>), incluindo o post junto. O problema é que a quantidade de votos de um post pertence a classe Post, tínhamos uma quantidade de votos diferente em cada lista (lista diversão-mais_votados e todos-mais_recentes, por exemplo) para o mesmo post. Era impossível saber em quais listas aquele post foi cacheado.

A solução foi usar o que chamamos de RefList Cache. Ao invés de guardar a lista com os posts, cacheamos a lista com os IDs dos posts (List<Guid>) e para cada post existe apenas um lugar no cache (uma key única). Assim, quando um post sofrer alguma alteração, basta atualizar invalidar o cache em um único lugar. Graças a um recurso do memcached (get_multi), é possível ter o RefList e todos os item com apenas duas chamadas.





Piece of cake! Quer dizer... nem tanto. Ainda tem um problema. Nada garante que todos os IDs da RefList vão estar no cache. O que fazer? Um dos recursos da lib que criamos é o conceito de hierarquia de repositório, onde é possível dizer a ordem dos locais onde a lib vai procurar pelo dado (Local Cache, Memcached, DB). Por exemplo, caso metade dos posts estiver no cache, a lib vai tentar pegar a outra metade no banco.

Aqui tem uma apresentação que ajuda a explicar a idéia: PPT.

Sweet! :)

Web 2.0 /ou:Dependência

Posted: 17 de set. de 2008 | . David Lojudice Sobrinho | tags: , , 0 comentários

Maldita Web 2.0 e suas tranqueiras...

A última delas, da qual fui vítima, é o blip.fm. Juro que estou tentando parar de usá-lo, mas não consigo! Caso clássico de dependência física e psicológica.

Me dá mais props, por favor! Por favor!

Web 2.0 /ou: Social? Talvez...

Posted: 29 de ago. de 2008 | . David Lojudice Sobrinho | tags: , , , 4 comentários

Recentemente tenho ouvido algumas definições da Web 2.0. Alguns dizem que ela é a “Social”. Outros, que é ela é “Colaborativa”, com o “Conteúdo Gerado pelo Usuário”. Tudo bem, a Web 2.0 pode ser tudo isso. Porém, não para mim.

“Sociability It's hard enough for me”, como diz a música. Meu MySpace tem um “For music purpose only...” grande o suficiente para afastar qualquer bem-intencionado. Nem sei o que é Orkut. Definitivamente não sou uma pessoa de 3000 amigos.

Tão pouco colaborativo. Fico pensando em quantos sites eu entro para consultar algo e quantas vezes eu coloco algo ali. Poucos são os sites que me despertam interesse em colocar algum conteúdo ou dar alguma informação sobre mim.

Mas, por mais contraditório que isso pareça, sou um grande entusiasta da Web 2.0. Talvez, porque, para mim, a Web 2.0 seja algo diferente dessas definições.

Para tentar explicar o que é a Web 2.0 na minha visão, imagine o seguinte diálogo entre você e sua TV, num domingo à tarde:

TV: - Hoje, com vocês, Fausto Silva!

Você: - Mas o que é isso? Tá de sacanagem, né?! Faustão?! Não quero ver esse programa não.

A TV, sem reação, continua a mostrar o Faustão.

No próximo domingo, você volta para frente da sua TV e começa um novo diálogo, porém agora, a TV deveria estar ciente do seu desprezo pelo volumoso apresentador:

Fausto Silva: - Grande garoto!

Você: - P@#$, Televisão!! De novo?

Fausto Silva: - Ô loco, meu!

A sua TV, olhando para você com total desprezo e indiferença, continua a apresentar o popular Domingão do Faustão.

Você, a ponto de pular da janela, decide poupar sua vida neste domingo e simplesmente desliga a TV.

O que há de errado com a sua televisão e seu comportamento? O problema é que ela não se importa nem um pouco com você! E você falou para ela que você odeia Faustão! Mas o que ela fez? Ignorou! E pior! Tratou você como qualquer outro!

Que tipo de relação é essa que só um lado fala e nunca te escuta? Quem quer viver nesse tipo de relação? Ok, conheço algumas pessoas que vivem em relações como essa, mas isso não vem ao caso.

Certo. O que sua TV e seu desprezo têm a ver com a Web 2.0. A resposta é: Respeito. Respeito à sua individualidade. Diferente da sua TV, os bons web sites 2.0 me escutam e, além disso, me entendem. O MySpace e o Last.fm já sabem muito sobre meu gosto musical e eles me entendem. Incrível, mas descobri várias coisas que acho legais por que eles entenderam o que eu queria ouvir. Eu! David! Mais ninguém. Apesar de descobrir gente que gosta do mesmo tipo de música que eu, minha anti-sociabilidade ainda me impede de adicioná-los como “amigos”.

Eu, meio sem querer, já falei para o Amazon que tipo de livro eu gosto e o que não gosto, seja comprando, comentando, ranqueando, ou apenas visitando. E ele me entende! Seja indicando livros ou deixando de mostrar livros que ele sabe que não vou gostar. Ops, falei comentar? Falei ranquear? Acho que acabei me contradizendo, pois no fim colaborei de alguma maneira, certo? Talvez o fiz porque isso é uma troca e eu sabia que fazendo isso o Amazon ia me entender melhor ainda e me trazer coisas mais interessantes. Exatamente como devem ser os bons relacionamentos...

Alguns desses relacionamentos vão tão longe a ponto do individuo entregar até a senha da sua conta de banco. E por que não?

Agora é bidirecional e não mais aquela frieza das antigas mídias. Agora temos mídias que nos escutam e nos entendem. E é isso o que é a Web 2.0 para mim. Fazer amigos ou colaborar é apenas conseqüência.

Social sim, mas antes disso, individual.

Web 2.0 /ou: Fazendo parte do grupo

Posted: 21 de fev. de 2008 | . David Lojudice Sobrinho | tags: , , , 0 comentários

Li recentemente um post sobre como ser participativo na Web 2.0. Indicar, criticar, sugerir, descrever. O importante é participar. Ou seria alimentar?

“Alimentar”? Alimentar com dados.

Exemplo: Aqueles pobres posts sobre um novo recurso no ASP.NET. Aqueles que começam assim: “A Microsoft lançou o recurso X do ASP.NET” e termina com um link. Sejamos sinceros: ninguém vai ler. Por que alguém iria ler algo que 75% da comunidade .Net blogou? Mas, por incrível que pareça, e para minha infelicidade, este post é importante na Web 2.0.

Estou lendo um livro chamado “Programming Collective Intelligence” que trata de um assunto interessante. Como extrair informação da imensa quantidade de dados que é colocado na internet? Por exemplo: como indicar um produto baseado nas compras dos clientes; definir preços dinamicamente de um produto conforme a demanda; como encontrar pessoas com os mesmos interesses; etc. Afinal de contas, ali, no meio do caos, existe um padrão. E se você usar mais alguns neurônios poderá usar as mesmas técnicas para extrair dados da sua empresa e descobrir padrões interessantes. Google e Amazon vivem disso.

Lendo o livro, descobri que aquele post rejeitado tem sua importância nas estatísticas. Usando o post como referência e uma massa de outros posts poderíamos, por exemplo, encontrar outros posts relacionados com ASP.NET. Logo, poderia encontrar assuntos relacionados (“WCF”, “AJAX”, etc.) e até descobrir que as pessoas que blogam apenas passando links também votam no paredão do Big Brother. Brincadeira. Esse último é só intuição.

Então continuem alimentando a rede. Seja escrevendo posts com textos ou só um link. Seja escrevendo uma crítica a um livro ou só clicando na estrelinha. Seja colocando todas suas informações pessoais no Orkut ou só colocando que você gosta de chocolate. O importante é participar. Afinal, você faz parte do (de um) grupo.