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The Numerati /ou: Rastros digitais

Posted: 1 de fev. de 2009 | . David Lojudice Sobrinho | tags: , , , 0 comentários

Comprar no supermercado, assistir ao canal digital, navegar pela internet, enviar um e-mail, pagar uma compra com seu cartão ou criar um post no seu blog. Ações sem muita importância, certo? Afinal de contas, que importância tem aquele molho especial que você comprou pra tentar na salada nova? Infelizmente, esse molho e o padrão de escrita de seus posts e os canais de TV que você assiste coincidem com o comportamento dos 89% dos terroristas conhecidos. Você agora é vigiado e talvez passe um tempo em salas de interrogatórios tentando explicar porque comprou aquele maldito molho.

O exemplo é exagerado, eu sei, mas é apenas para mostrar que hoje em dia qualquer “ação digital” que fazemos deixa um rastro que pode ser computada e assim achar padrões para os mais diversificados propósitos.

Mostrar o que está sendo feito com esses dados e o que ainda está por vir é intenção do livro The Numerati.

Um livro leve, que não tem a pretensão de explicar a matemática, estatística e os algoritmos por trás do mundo de mineração de dados, mas sim mostrar onde e como essa ciência está sendo aplicada. Trabalho, compras, política, internet, segurança e terrorismo, saúde e relacionamento são os principais tópicos, estudados um por um, apresentam detalhes que não sabíamos antes e que só os números e a computação podem nos mostrar.

Isso acaba levantando questões sobre privacidade, legalidade e até onde o seu molho especial diz algo sobre você.

Recomendo a leitura.

Web 2.0 /ou:Dependência

Posted: 17 de set. de 2008 | . David Lojudice Sobrinho | tags: , , 0 comentários

Maldita Web 2.0 e suas tranqueiras...

A última delas, da qual fui vítima, é o blip.fm. Juro que estou tentando parar de usá-lo, mas não consigo! Caso clássico de dependência física e psicológica.

Me dá mais props, por favor! Por favor!

Web 2.0 /ou: Amostras...

Posted: 4 de set. de 2008 | . David Lojudice Sobrinho | tags: , , 0 comentários

Apenas para reforçar a idéia de bom relacionamento, baseado no conhecimento que a mídia tem do seu usuário.

Respeito:



Desrespeito:

Web 2.0 /ou: Social? Talvez...

Posted: 29 de ago. de 2008 | . David Lojudice Sobrinho | tags: , , , 4 comentários

Recentemente tenho ouvido algumas definições da Web 2.0. Alguns dizem que ela é a “Social”. Outros, que é ela é “Colaborativa”, com o “Conteúdo Gerado pelo Usuário”. Tudo bem, a Web 2.0 pode ser tudo isso. Porém, não para mim.

“Sociability It's hard enough for me”, como diz a música. Meu MySpace tem um “For music purpose only...” grande o suficiente para afastar qualquer bem-intencionado. Nem sei o que é Orkut. Definitivamente não sou uma pessoa de 3000 amigos.

Tão pouco colaborativo. Fico pensando em quantos sites eu entro para consultar algo e quantas vezes eu coloco algo ali. Poucos são os sites que me despertam interesse em colocar algum conteúdo ou dar alguma informação sobre mim.

Mas, por mais contraditório que isso pareça, sou um grande entusiasta da Web 2.0. Talvez, porque, para mim, a Web 2.0 seja algo diferente dessas definições.

Para tentar explicar o que é a Web 2.0 na minha visão, imagine o seguinte diálogo entre você e sua TV, num domingo à tarde:

TV: - Hoje, com vocês, Fausto Silva!

Você: - Mas o que é isso? Tá de sacanagem, né?! Faustão?! Não quero ver esse programa não.

A TV, sem reação, continua a mostrar o Faustão.

No próximo domingo, você volta para frente da sua TV e começa um novo diálogo, porém agora, a TV deveria estar ciente do seu desprezo pelo volumoso apresentador:

Fausto Silva: - Grande garoto!

Você: - P@#$, Televisão!! De novo?

Fausto Silva: - Ô loco, meu!

A sua TV, olhando para você com total desprezo e indiferença, continua a apresentar o popular Domingão do Faustão.

Você, a ponto de pular da janela, decide poupar sua vida neste domingo e simplesmente desliga a TV.

O que há de errado com a sua televisão e seu comportamento? O problema é que ela não se importa nem um pouco com você! E você falou para ela que você odeia Faustão! Mas o que ela fez? Ignorou! E pior! Tratou você como qualquer outro!

Que tipo de relação é essa que só um lado fala e nunca te escuta? Quem quer viver nesse tipo de relação? Ok, conheço algumas pessoas que vivem em relações como essa, mas isso não vem ao caso.

Certo. O que sua TV e seu desprezo têm a ver com a Web 2.0. A resposta é: Respeito. Respeito à sua individualidade. Diferente da sua TV, os bons web sites 2.0 me escutam e, além disso, me entendem. O MySpace e o Last.fm já sabem muito sobre meu gosto musical e eles me entendem. Incrível, mas descobri várias coisas que acho legais por que eles entenderam o que eu queria ouvir. Eu! David! Mais ninguém. Apesar de descobrir gente que gosta do mesmo tipo de música que eu, minha anti-sociabilidade ainda me impede de adicioná-los como “amigos”.

Eu, meio sem querer, já falei para o Amazon que tipo de livro eu gosto e o que não gosto, seja comprando, comentando, ranqueando, ou apenas visitando. E ele me entende! Seja indicando livros ou deixando de mostrar livros que ele sabe que não vou gostar. Ops, falei comentar? Falei ranquear? Acho que acabei me contradizendo, pois no fim colaborei de alguma maneira, certo? Talvez o fiz porque isso é uma troca e eu sabia que fazendo isso o Amazon ia me entender melhor ainda e me trazer coisas mais interessantes. Exatamente como devem ser os bons relacionamentos...

Alguns desses relacionamentos vão tão longe a ponto do individuo entregar até a senha da sua conta de banco. E por que não?

Agora é bidirecional e não mais aquela frieza das antigas mídias. Agora temos mídias que nos escutam e nos entendem. E é isso o que é a Web 2.0 para mim. Fazer amigos ou colaborar é apenas conseqüência.

Social sim, mas antes disso, individual.

Web 2.0 /ou: Fazendo parte do grupo

Posted: 21 de fev. de 2008 | . David Lojudice Sobrinho | tags: , , , 0 comentários

Li recentemente um post sobre como ser participativo na Web 2.0. Indicar, criticar, sugerir, descrever. O importante é participar. Ou seria alimentar?

“Alimentar”? Alimentar com dados.

Exemplo: Aqueles pobres posts sobre um novo recurso no ASP.NET. Aqueles que começam assim: “A Microsoft lançou o recurso X do ASP.NET” e termina com um link. Sejamos sinceros: ninguém vai ler. Por que alguém iria ler algo que 75% da comunidade .Net blogou? Mas, por incrível que pareça, e para minha infelicidade, este post é importante na Web 2.0.

Estou lendo um livro chamado “Programming Collective Intelligence” que trata de um assunto interessante. Como extrair informação da imensa quantidade de dados que é colocado na internet? Por exemplo: como indicar um produto baseado nas compras dos clientes; definir preços dinamicamente de um produto conforme a demanda; como encontrar pessoas com os mesmos interesses; etc. Afinal de contas, ali, no meio do caos, existe um padrão. E se você usar mais alguns neurônios poderá usar as mesmas técnicas para extrair dados da sua empresa e descobrir padrões interessantes. Google e Amazon vivem disso.

Lendo o livro, descobri que aquele post rejeitado tem sua importância nas estatísticas. Usando o post como referência e uma massa de outros posts poderíamos, por exemplo, encontrar outros posts relacionados com ASP.NET. Logo, poderia encontrar assuntos relacionados (“WCF”, “AJAX”, etc.) e até descobrir que as pessoas que blogam apenas passando links também votam no paredão do Big Brother. Brincadeira. Esse último é só intuição.

Então continuem alimentando a rede. Seja escrevendo posts com textos ou só um link. Seja escrevendo uma crítica a um livro ou só clicando na estrelinha. Seja colocando todas suas informações pessoais no Orkut ou só colocando que você gosta de chocolate. O importante é participar. Afinal, você faz parte do (de um) grupo.